Ilha Grande & Paraty, Brasil: Relato de viagem pela Costa Verde

Ilha Grande & Paraty, Brasil: Relato de viagem pela Costa Verde
Costa Verde , Brasil: Rio de Janeiro, Ilha Grande & Paraty : relato de viagem 2026
A Costa Verde do Brasil é uma estrada costeira de 600 quilómetros que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, e uma das mais belas viagens de carro de toda a América do Sul. Entre floresta tropical, uma vila portuária colonial e a paradisíaca Ilha Grande, encontra-se num espaço reduzido uma diversidade paisagística e cultural que é muito subestimada a nível internacional. Este relato é o guia compacto para a tua própria viagem pela Costa Verde, com rotas, destaques e lições aprendidas ao longo de três semanas no local.
- Ilha Grande: ilha de sonho sem carros, com mais de 100 praias e uma reserva de Mata Atlântica. A praia de Lopes Mendes (3 h a pé) figura regularmente entre as 10 melhores praias do mundo. Chegada: barco desde Angra dos Reis (~30 € ida e volta).
- Paraty: candidata a Património Mundial da UNESCO, centro histórico colonial perfeitamente conservado, com calçada de pedra, igrejas coloniais e passeios de escuna às baías próximas. Uma das cidades com mais atmosfera do Brasil.
- Carro de aluguer a partir do Rio: recomendado para fazer a Costa Verde completa. Percurso Rio → Angra dos Reis → Paraty → Trindade → Ubatuba: 350 km; com paragens, planeia de três a cinco dias.
- Segurança: a Costa Verde é bastante mais segura do que as grandes cidades brasileiras. Na Ilha Grande e em Paraty, o ambiente é tradicionalmente muito tranquilo, viajar à vontade, também a solo.
- Custos reais: pousadas na Ilha Grande a partir de 35 €/noite, em Paraty a partir de 40 €. Restaurantes 8–18 €. Para uma viagem de 10 dias, conta com 700–1.100 € por pessoa, sem voo.
Ilha Grande, Brasil: uma ilha de sonho sem carros
A Ilha Grande é a maior ilha da baía de Angra dos Reis e pertence ao estado do Rio de Janeiro. A ilha não tem carros (com exceção de veículos da polícia e de emergência), cerca de 80 por cento está classificada como reserva natural e abriga algumas das mais belas praias do Brasil. Quem já teve a sua dose de agitação do Rio encontra aqui o contraste perfeito: sossego, natureza, praia e uma vida insular autêntica que não existe em mais lado nenhum na Costa Verde.
Como chegar à Ilha Grande
O caminho habitual: carro de aluguer ou autocarro do Rio de Janeiro até Angra dos Reis (cerca de 3 horas de viagem, 170 km). De Angra parte um barco a cada 1–2 horas para o cais principal da Vila do Abraão (ferry normal 60–90 minutos, cerca de 8 €; lancha rápida 30 minutos, cerca de 25 €). Para quem quer mais conforto: transfer em barco privado a partir de Angra, cerca de 80 € por pessoa em grupos pequenos. Dica: com os excursionistas de um dia, o fim da tarde costuma estar cheio; é melhor atravessar de manhã cedo ou à noite.
Vila do Abraão: o centro da ilha
O Abraão é a principal povoação da ilha e o único local com infraestruturas dignas desse nome (restaurantes, pousadas, um pequeno mercado, agência bancária). Aqui encontras a maioria das opções de alojamento, desde o hostel simples, a partir de 10 € em dormitório, até à pousada boutique por 100 €+ a noite. A minha zona favorita: pousadas na encosta, com vista para a baía, a cerca de 200 milhões da praia principal, mais silenciosas, mais frescas e com um panorama do nascer do sol mais bonito.
Praia de Lopes Mendes: uma das mais belas praias do mundo
Lopes Mendes é a praia mais famosa da ilha: 3 km de areia branca finíssima, água azul-turquesa e nenhuma construção. Só se chega lá numa caminhada de três horas pela Mata Atlântica ou de barco-táxi (cerca de 25 € ida e volta). Recomendação: ida de barco e regresso a pé, assim vives a praia E a floresta, e o regresso é mais fácil do que a subida ao calor do meio-dia. Indispensável: muita água, protetor solar e calçado robusto.
Uma segunda praia muito recomendável: a Lagoa Azul, uma lagoa de água doce pouco profunda, ideal para snorkeling. Só acessível de barco; muitas pousadas organizam passeios de 6 horas a partir de cerca de 35 €, com almoço.
Atividades na Ilha Grande
Além de saltar de praia em praia, há caminhadas até ao «Pico do Papagaio» (4–6 horas ida e volta, vista magnífica sobre toda a baía), mergulho com snorkel e garrafa nas baías de águas cristalinas, um passeio de bicicleta até às ruínas da antiga prisão, o «Lazareto» (sem carros, por isso também se faz a pé), e aluguer de caiaque para os mangais do lado sul da ilha. Um destaque para os apaixonados por fotografia: os barcos do pôr do sol, que saem todos os dias às 16:30, cerca de 15 € por pessoa.
Paraty, Brasil: a pérola colonial da Costa Verde
Paraty fica a cerca de 100 km a oeste de Angra dos Reis e é uma das vilas coloniais mais bem preservadas da América Latina. O centro histórico, com o inconfundível estilo arquitetónico português, casas caiadas de branco, portas e janelas azuis e amarelas e calçada de pedra, está classificado desde a década de 1950 e foi inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO em 2019. Quem quiser compreender a história colonial brasileira não pode deixar de passar por Paraty.
O que fazer em Paraty
O centro histórico não tem carros e, na maré cheia, é em parte inundado pela baía, uma construção intencional, para «limpar» as ruas. Três pontos centrais: a igreja «Igreja Nossa Senhora dos Remédios» (1646), a igreja dos escravos «Igreja de Santa Rita» e o porto histórico, de onde partem diariamente passeios de escuna pela baía. Um passeio de escuna de um dia a três baías e ilhas diferentes custa cerca de 25–35 € por pessoa, com almoço incluído.
Fora da cidade ficam as famosas «cachoeiras» (cascatas) do interior, o escorrega aquático Tobogã e as cascatas da Pedra Branca são as mais populares. Chegada de carro de aluguer ou em excursão organizada a partir de 25 €. Quem ficar mais alguns dias deve explorar a pé o Parque Nacional da Serra da Bocaina, no interior, Mata Atlântica em grande forma.
Onde dormir em Paraty
As pousadas no centro histórico têm atmosfera, mas custam a partir de 50 € por noite. O meu bairro favorito: o «Bairro Histórico» e o vizinho «Caborê», mais barato, mas a apenas 5 minutos a pé do centro histórico. Os hostels encontram-se sobretudo fora do centro (cerca de 15–25 € em dormitório). Na época alta (dezembro–fevereiro, julho), reserva sem falta com 4–6 semanas de antecedência, Paraty é um destino de fim de semana extremamente procurado pelos brasileiros do Rio e de São Paulo.
Restaurantes e gastronomia
Aqui, a cultura gastronómica luso-brasileira encontra uma cena moderna de bistrôs. Recomendação clássica: pratos de peixe fresco diretamente da baía («Peixe na Brasa»), os clássicos de arroz, feijão e mandioca, e uma «caipirinha» com cachaça destilada localmente (Paraty tem uma tradição própria de destilarias de cachaça). Restaurantes: «Banana da Terra» para cozinha mais sofisticada, «Le Gite d'Indaiatiba» para cozinha de inspiração francesa e «Espadaim Café» como ponto descontraído para o almoço.
Trindade: um segredo bem guardado a sul de Paraty
A cerca de 25 minutos de carro a sul de Paraty fica a pequena aldeia piscatória de Trindade, uma alternativa descontraída a uma Paraty um pouco mais turística. Aqui encontram-se algumas das mais belas praias de toda a Costa Verde («Cachadaço», «Praia Brava»), uma cena tranquila de pousadas e quase nenhum turismo internacional. Quem quer uma semana só de praia deve fazer Paraty como excursão de um dia e dormir em Trindade.
Destaque: as piscinas naturais («Piscinas Naturais»), piscinas de água salgada separadas do mar aberto pelos rochedos, que oferecem uma experiência perfeita de snorkeling. Chegada a pé (cerca de 30 minutos de caminhada desde o centro da aldeia) ou de barco.
Viagem de carro de aluguer Rio → Paraty → Ubatuba
A forma mais espetacular de viver a Costa Verde é uma viagem de carro de aluguer do Rio até São Paulo, ao longo da BR-101. O percurso está excelentemente construído, bem sinalizado e é seguro de conduzir. Etapas recomendadas para uma viagem de 7 dias:
- Dia 1: Rio → Angra dos Reis (3 h), deixar o carro no porto, atravessar para a Ilha Grande.
- Dia 2–4: Ilha Grande (praias, caminhadas, passeio de barco). O carro fica no parque de estacionamento em Angra (~10 €/dia).
- Dia 5: Regresso a Angra, seguimento para Paraty (1,5 h).
- Dia 6–7: Centro histórico de Paraty, passeio de escuna, cascatas das cachoeiras, eventualmente excursão de um dia a Trindade.
- Dia 8: Regresso ao Rio ou seguimento em direção a Ubatuba/São Paulo.
Carro de aluguer a partir do Rio desde cerca de 35 € por dia (valores de 2026). Recomendação: SUV compacto como o Jeep Renegade ou o Volkswagen T-Cross, a estrada da Costa Verde tem algumas passagens íngremes e, em certos locais, os buracos são mais fundos do que é habitual nas estradas nacionais alemãs.
Segurança na Costa Verde: uma avaliação realista
A Costa Verde é considerada bastante mais segura do que as metrópoles brasileiras, o Rio e São Paulo. Na Ilha Grande, em Paraty e nas localidades costeiras mais pequenas, o ambiente é muito descontraído; as agressões a turistas são raras. Ainda assim, valem as regras universais do Brasil: nada de joias valiosas, nada de câmara reflex à vista junto a estações, e trancar as portas do carro de aluguer à noite. Em Angra dos Reis (cidade portuária), um pouco mais de atenção do que nas localidades rurais.
O Brasil tem fortes diferenças regionais nos cuidados de saúde; fora das grandes cidades, o nível é fraco. A isto juntam-se doenças tropicais como a dengue e a febre-amarela, que, sem seguro, custam várias centenas de reais de tratamento por dia:
Segurança com o carro de aluguer
A BR-101 é segura de conduzir durante o dia. À noite, não pares no percurso, anda sempre com o depósito cheio e faz as paragens maiores para abastecer em Angra ou em Paraty. Há controlos policiais regulares, geralmente simpáticos e rotineiros. A carta de condução internacional é oficialmente exigida, na prática, muitas empresas de aluguer aceitam a carta alemã, mas é mais seguro pedir previamente na Alemanha a carta internacional.
Melhor época para visitar a Costa Verde
- De maio a setembro: estação seca, a melhor época para viajar. Menor probabilidade de chuva, temperaturas de 20–28°C, menos turistas. Ideal para caminhadas e passeios de barco.
- De outubro a abril: estação das chuvas. Chuvas tropicais frequentes (muitas vezes curtas, mas intensas), temperaturas de 25–35°C, maior humidade. Época alta no Natal/Ano Novo e no Carnaval (fevereiro/março), nessa altura, reserva sem falta cedo.
- O meu favorito: setembro/outubro, ainda seco, mas com as praias já quentes e os preços das pousadas descontraídos antes da época alta.
Custos na Costa Verde: um orçamento realista para 10 dias
| Rubrica | 10 dias | Por dia |
|---|---|---|
| Pousada de gama média | ~ 400 € | ~ 40 € |
| Restaurantes e comida de rua | ~ 200 € | ~ 20 € |
| Carro de aluguer + gasóleo | ~ 250 € | ~ 25 € |
| Atividades (escuna, cascatas) | ~ 120 € | ~ 12 € |
| Transferes de barco | ~ 50 € | ~ 5 € |
| Total 10 dias | ~ 1.020 € | ~ 100 € |
Custos sem voos internacionais. Quem viaja ao estilo mochileiro (hostels, comida de rua, transportes públicos) fica-se por cerca de 50–60 € por dia. Quem quer conforto (pousadas boutique, restaurantes) deve contar com 130–150 € por dia.
Prolongamentos a partir da Costa Verde: ideias para combinar roteiros no Brasil
Quem já está no Brasil deve combinar a Costa Verde com outros destaques. Três rotas de prolongamento populares, da minha própria experiência:
- Costa Verde + Bonito (Pantanal/Mato Grosso): voo interno do Rio para Campo Grande (~120 €), depois carro de aluguer ou autocarro até Bonito. Famosa pelo snorkeling em rios de água doce cristalina, com centenas de espécies de peixes. Ideal como extensão de 7 dias.
- Costa Verde + Cataratas do Iguaçu: voo interno Rio → Foz do Iguaçu (~130 €). As Cataratas do Iguaçu são Património Mundial da UNESCO e uma das maravilhas naturais mais impressionantes da América do Sul. Três dias chegam para o lado brasileiro e o argentino, mais a barragem de Itaipu.
- Costa Verde + Salvador da Bahia: voo interno Rio → Salvador (~80 €). O coração cultural do Brasil, com tradição afro-brasileira, capoeira, o centro histórico do Pelourinho e as praias de sonho perto da Praia do Forte. Recomendação para quem se interessa por cultura.
A Costa Verde pelos olhos de um travel creator
Do ponto de vista visual, a Costa Verde é uma das regiões brasileiras mais agradecidas. A linguagem de imagem está claramente definida: arquitetura colonial em Paraty (extremamente forte para marcas de viagens), idílio tropical de praia na Ilha Grande (conteúdo perfeito para hotéis), Mata Atlântica (ideal para marcas de natureza). A isto soma-se a singular beleza geográfica da baía de Angra, com as suas mais de 350 ilhas vistas de drone, uma das poucas regiões do Brasil que só do ar revela todo o seu efeito.
Para entidades de turismo e cadeias hoteleiras da Costa Verde, as campanhas profissionais de visual storytelling com creators especializados em drone são uma alavanca eficiente, a região continua claramente sub-representada no marketing de viagens internacional. Quem planeia uma colaboração na região encontra todos os formatos na página de colaboração.
Dicas práticas para a viagem pela Costa Verde
O que levar na mochila
Região tropical com elevada humidade, a lista de bagagem deve apostar em roupa funcional. Três itens indispensáveis: um conjunto de t-shirts de secagem rápida (merino ou sintético, nada de algodão), um saco estanque de 10–20 L para passeios de barco e equipamento fotográfico, e um poncho de chuva leve, as chuvas tropicais chegam de repente e com intensidade. Protetor solar FPS 50+ e repelente de insetos com DEET a 30 % devem fazer parte de qualquer farmácia de viagem.
Mosquitos e a realidade tropical
Na Costa Verde há alguns mosquitos-pólvora e mosquitos, sobretudo nos mangais e na praia ao pôr do sol. Roupa leve e comprida ao final do dia, repelente para o rosto e mosquiteiro em pousadas simples ajudam. O risco de dengue existe em geral no Brasil, é sazonalmente mais forte (fevereiro–abril). Quem viaja no verão deve prestar especial atenção à proteção contra mosquitos.
Dinheiro e pagamento
Pagar sem dinheiro vivo não é problema nos hotéis e restaurantes turísticos. Na Ilha Grande, alguns estabelecimentos mais pequenos aceitam só dinheiro, leva cerca de 100–150 € em reais brasileiros (BRL) para bilhetes de barco, excursões de um dia e pequenas despesas. Os multibancos na Vila do Abraão estão mais vezes vazios do que cheios; em Paraty são bastante mais fiáveis. Os cartões Wise ou Revolut permitem levantar ao melhor preço.
Transporte de regresso
Quem quiser devolver o carro de aluguer no fim da Costa Verde: as grandes empresas (Localiza, Movida, Hertz) têm balcões em Paraty, Angra dos Reis e São Paulo. Devolver numa cidade diferente daquela onde se levantou custa cerca de 30–80 € a mais. Em alternativa: as ligações de autocarro Paraty → Rio (4 h, cerca de 25 €) ou Paraty → São Paulo (6 h, cerca de 35 €) são confortáveis e fiáveis (Empresa Costa Verde, Reunidas).
Costa Verde vs. Costa do Sol: qual a costa brasileira que mais se adequa a ti?
O estado brasileiro do Rio de Janeiro tem dois troços costeiros proeminentes: a Costa Verde a oeste (em direção a São Paulo) e a Costa do Sol a leste (em direção a Búzios). Ambos são populares, mas muito diferentes:
- Costa Verde: tropical, floresta densa, arquitetura colonial, ambiente insular tranquilo, mais ambiente internacional graças à comunidade de estrangeiros em Paraty. Ideal para slow travel.
- Costa do Sol: mais seca, com dunas, ambiente mais mundano em Búzios («o Saint-Tropez brasileiro»), destaques de desportos aquáticos como Cabo Frio. Ideal para viajantes orientados para a festa na praia.
Para quem tem de escolher: os amantes da natureza e da cultura preferem a Costa Verde, quem gosta de saltar de praia em praia prefere a Costa do Sol. As duas regiões também se podem combinar numa viagem de 14 dias, a partir do Rio, de carro de aluguer, primeiro uma semana de Costa Verde para oeste e, de regresso via Rio, uma semana de Costa do Sol para leste.
As melhores pousadas da Costa Verde: recomendações da prática
Com base em várias estadias e em pesquisa nas comunidades de viagens ao Brasil, estas são as pousadas de qualidade consistentemente alta da região:
- Pousada Naturalia (Ilha Grande): pousada insular clássica perto da Vila do Abraão, com um jardim generoso e um pequeno-almoço excelente. 60–90 € por noite.
- Asalem Boutique Hotel (Ilha Grande): pousada premium com piscina e vista para a baía. 150–250 € por noite. Recomendação para lua de mel e ocasiões especiais.
- Pousada do Ouro (Paraty): casa colonial restaurada mesmo no centro histórico. 80–140 € por noite. A experiência autêntica de Paraty.
- Pousada Literária de Paraty: conceito boutique orientado para a arte e a literatura. 120–180 € por noite. Muito procurada durante o «Festival Literário Internacional de Paraty» (FLIP), em julho.
- Pousada do Cais (Trindade): pousada simples, mas encantadora, mesmo na praia. 50–80 € por noite. A melhor localização em Trindade.
Experiências especiais na Costa Verde fora das rotas habituais
Quem já fez os passeios habituais ou procura experiências especiais deve planear as seguintes atividades:
- Passeio de escuna com pernoita na Ilha Grande: passeio de barco de 2–3 dias com pernoita em baías isoladas do lado sul da ilha. Cerca de 200–350 € por pessoa, com refeições incluídas. Ambiente insular ao máximo, sem excursionistas de um dia.
- Passeio de caiaque pelos mangais perto de Paraty: passeio guiado de 4 horas pelos mangais da baía. Atmosférico, fotogénico, sem turismo de massas. Cerca de 35 € por pessoa.
- Visita a uma destilaria de cachaça: Paraty tem uma tradição própria de cachaça, com mais de 10 destilarias tradicionais («engenhos») nos arredores. Excursão de um dia com degustação, cerca de 40–60 €.
- Visita a uma aldeia indígena Guarani: excursões guiadas de um dia a uma das comunidades indígenas Guarani próximas. Um olhar autêntico sobre a cultura indígena brasileira, cerca de 50 €, incluindo um donativo à comunidade. Reservar apenas através de operadores autorizados.
- Trekking no Parque Nacional da Serra da Bocaina: trilho de 2 dias pela Mata Atlântica, com pernoita numa estação de investigação. Exigente, mas inesquecível. Reserva apenas através da administração do parque em Paraty.
Costa Verde de drone: os melhores locais para imagens aéreas
Quem viaja com drone encontra na Costa Verde algumas das mais espetaculares possibilidades de filmagem do Brasil. Importante saber antes: a autoridade brasileira de aviação, a ANAC, exige o registo online gratuito para drones com mais de 250 g; nas áreas protegidas da Ilha Grande e de Paraty, voar com drone sem autorização especial é uma zona cinzenta, geralmente tolerado, desde que não se sobrevoem pessoas nem se descole perto de animais.
Melhores locais: o Pico do Papagaio, na Ilha Grande, com um panorama de 360° da baía, a praia de Lopes Mendes em vista de pássaro, o centro histórico de Paraty ao pôr do sol, as piscinas naturais de Trindade e a baía de Angra dos Reis com as suas mais de 350 ilhas. Para as melhores condições de luz, voa de manhã cedo (antes das 8 h) ou à tarde (depois das 17 h), o sol tropical do meio-dia é duro e deixa as imagens muitas vezes sem contraste.
Dica de equipamento para imagens de drone
O DJI Mini 5 Pro , com menos de 250 g, é ideal para a Costa Verde, sem necessidade de registo na ANAC, fácil de levar na bagagem de mão, com a melhor qualidade de imagem da classe abaixo dos 250 g. Os filtros ND são indispensáveis para as imagens luminosas de praia; sem eles, todos os clips do meio-dia ficam sobreexpostos. Mais equipamento de drone no guia de equipamento 2026.
Lições aprendidas: o que faria de forma diferente da próxima vez
Depois de várias estadias na Costa Verde, ficaram-me lições claras. Quem quiser viajar com eficiência tira partido destas experiências: reserva as pousadas em Paraty com pelo menos 4 semanas de antecedência, sobretudo na época alta. Leva dinheiro suficiente em reais brasileiros, nem todos os operadores de barco nem os restaurantes pequenos aceitam cartão. Planeia sempre um dia de reserva para a chuva; os aguaceiros tropicais podem arruinar por completo um dia de praia. E: sai cedo, as mais belas praias da Ilha Grande ficam cheias de excursionistas a partir das 11 h.
FAQ: Costa Verde, Ilha Grande e Paraty
Quanto tempo devo reservar para a Costa Verde?
No mínimo 7 dias para Ilha Grande + Paraty. O ideal são 10–14 dias, para viver com calma também Trindade e algumas das cascatas das cachoeiras. Para quem tem menos tempo: concentrar-se ou na Ilha Grande (4–5 dias) ou em Paraty (3–4 dias).
Que língua se fala?
Português, o espanhol é pouco compreendido. O inglês é razoável nos restaurantes turísticos e nas pousadas de gama média; nos estabelecimentos locais e no trânsito de 4×4, nem tanto. Descarrega o Google Tradutor offline para português.
Preciso de visto para o Brasil?
Os cidadãos alemães, suíços e austríacos entram no Brasil sem visto durante 90 dias, prorrogável uma vez. O passaporte tem de ter ainda seis meses de validade. À entrada, pode ser exigido o bilhete de saída.
É permitido acampar livremente na Ilha Grande ou em Paraty?
Na Ilha Grande: o campismo livre é proibido; só se pode acampar em dois locais autorizados no Abraão. Em Paraty: o campismo livre não é oficialmente proibido, mas raramente é praticável, as melhores opções são os dois pequenos parques de campismo na periferia da cidade.
Como é a qualidade da internet?
Na Vila do Abraão e em Paraty é, em geral, boa (50–100 Mbit/s em pousadas de gama média). Nas praias remotas da Ilha Grande e no interior de Paraty é fraca ou inexistente. Para quem quer trabalhar à distância: cartão SIM local com dados ilimitados da Vivo ou da Claro como alternativa.
Que métodos de pagamento funcionam?
Os cartões (Visa, Mastercard) são aceites em hotéis e nos restaurantes maiores. Na Ilha Grande, alguns restaurantes aceitam só dinheiro, traz cerca de 100–150 € em reais à chegada. Só há multibancos na Vila do Abraão. Em Paraty há bastantes mais agências bancárias.
Preciso de vacinas especiais?
Vacinas padrão, mais hepatite A e tétano. A vacina da febre-amarela é oficialmente recomendada para a região, mas na prática raramente é controlada, quem, depois da Costa Verde, ainda seguir para o norte do Brasil (Amazónia, Pantanal) deve fazê-la sem falta antes da viagem.
Posso visitar a Costa Verde com crianças?
Muito adequada. A Ilha Grande não tem carros (segura para crianças pequenas), as praias são pouco profundas e de água clara, os restaurantes são familiares e as pousadas têm muitas vezes quartos familiares. Paraty, com as suas ruas planas de calçada, também não levanta problemas. Os carrinhos de bebé não servem, é melhor levar um marsúpio leve.
Qual é o melhor motivo fotográfico da região?
Três grandes motivos: a praia de Lopes Mendes vista de cima (drone), o centro histórico de Paraty ao pôr do sol a partir do cais do porto, e os barcos escuna na baía de Paraty com as montanhas ao fundo. Do ar: a baía de Angra dos Reis, com as suas mais de 350 ilhas, é uma das localizações de drone mais agradecidas da América do Sul.
Onde encontro bons locais para drone?
Pico do Papagaio, na Ilha Grande (ponto mais alto, panorama de 360°), Praia do Caxadaço, em Trindade, as piscinas naturais perto de Trindade, e o bairro do Caborê, em Paraty, à hora dourada. Mais dicas de drone no teste do DJI Mini 5 Pro.



























